Blogger com o Intuito de levar aos Brasileiros, o ramo do Agronegócio e do Meio Ambiente no Oeste do Paraná.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cooperativas repetem receita de R$ 25 bilhões


No Paraná, setor alcança em 2009 faturamento que se equipara ao recorde de 2008. Para o ano que vem, previsão é de 10% de crescimento.


Apesar da redução na demanda mundial e da quebra na produção de grãos, as cooperativas do Paraná vão fechar 2009 com faturamento de R$ 25 bilhões, mesmo valor do ano passado, revelou ontem o presidente da organização que representa o setor no estado, a Ocepar, João Paulo Koslovski. O faturamento de 2008 foi recorde – 37% maior que o de 2007. As lideranças do agronegócio e cerca de 2 mil associados comemoram os resultados do ano hoje, em Curitiba, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses.“Foi um ano difícil. Tivemos perda no poder de compra em mercados como Estados Unidos, União Européia, Japão, o que resultou em queda nas exportações. Mas ainda assim as cooperativas conseguiram resultado positivo”, disse Koslovski. Os R$ 25 bilhões são uma projeção que considera o período de janeiro a dezembro. Dados de exportação e geração de impostos devem ser apresentados hoje aos cooperativistas.
O Paraná tem 250 cooperativas, que abrangem 500 mil cooperados e sustentam cerca de 1 milhão de postos de trabalho. As cooperativas agropecuárias – um terço do total – são responsáveis por 90% do faturamento de R$ 25 bilhões, o que faz com que o balanço seja um retrato da situação do agronegócio, apesar do crescimento das cooperativas de crédito e saúde. Produtores ligados às cooperativas cultivam 72% da soja e 46% do milho do Paraná. A renda dessas empresas tem forte impacto na economia. O Valor Bruto da Produção do agronegócio paranaense como um todo em 2008 foi de R$ 41 bilhões e o Produto Interno Bruto do setor em âmbito nacional, de R$ 760 bilhões.
O mercado interno impediu que a renda das cooperativas recuassem, disse Koslovski. “Tivemos queda muito grande nos preços dos produtos (grãos, carnes, derivados). Não bastasse isso, o Paraná perdeu 9 milhões de toneladas de grãos (soja, milho, trigo e feijão).” As dificuldades de acesso ao crédito também limitaram o desempenho do setor, acrescentou.
Em 2010, as cooperativas pretendem voltar a crescer. O presidente da Ocepar aposta em 10% de aumento, numa perspectiva de que a moeda nacional se mantenha ou perca valor diante do dólar. Ele confia numa produção de grãos próxima dos recordes de 2007/08, com maior participação da soja. Numa avaliação do quadro interno, a previsão é que as cooperativas de saúde ultrapassem às de crédito, hoje em segundo lugar. “As cooperativas de saúde estão bem estruturadas e a população está acreditando nelas. Já são 1,25 milhão de associados”, frisou.
Além de balanços e projeções, o encontro de cooperativistas terá premiações e cobranças. Os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Planejamento, Paulo Bernardo, vão receber o troféu Cooperativas Orgulho do Paraná, como reconhecimento pelo apoio ao cooperativismo. Na presença de líderes do Executivo e do Legislativo, as lideranças cooperativistas vão pedir prorrogação do prazo que exige averbação de 20% das áreas agrícolas como reserva legal até 11 de dezembro e a revisão desse porcentual. Querem também reforma na legislação do cooperativismo em vigor desde 1971.


Fonte: Gazeta do Povo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Alterações em relaxar - Meio Ambiente


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu ontem que possíveis alterações no Código Florestal não contarão com relaxamento das normas ambientais. “Não vai haver um ‘liberar geral’ de forma alguma”, afirmou. “Se houvesse algum relaxamento seria uma contradição do Brasil, que acabou de anunciar suas metas para Copenhague”, acrescentou, referindo-se às metas nacionais de reduzir de 36% a 39% a emissão de gases de efeito estufa, que serão apresentadas na conferência internacional sobre mudanças climáticas, que ocorrerá no próximo mês na Dinamarca.
Meio Ambiente e Agricultura estão de lados opostos em relação ao Código Florestal. Um decreto presidencial determina que, a partir de 11 de dezembro, os produtores rurais que estiverem em desacordo com o Código passarão a ser punidos. “Certamente esse prazo será prorrogado. Para quando, não sabemos ainda”, considerou Minc.
De acordo com o ministro, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva arbitrar sobre os pontos em que não há consenso entre as duas Pastas e a Casa Civil, segundo ele, está encarregada de elaborar os documentos com o tema. “Não há consenso. O que existe são pontos em comum e que não estão em comum”, disse. Minc explicou que já tranquilizou os ambientalistas em relação a três “pesadelos”, que, segundo ele, não serão retirados da lei. O primeiro diz respeito à anistia para desmatadores; o segundo tem relação com o fim da reserva legal; e o terceiro é sobre a regionalização das normas, a exemplo do que já fez o Estado de Santa Catarina, que criou uma legislação própria para as questões ambientais.
Fonte: Jornal O Paraná.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

6º Encontro Cultivando Água Boa


Da esperança à preocupação


Entre uma chuva e outra, Paraná tenta tirar o atraso, mas precipitação contínua trava o plantio de verão no estado.

O verão úmido que antes inspirava esperança e projeções de safra cheia virou motivo de preocupação no Paraná. Sob chuvas quase ininterruptas desde o início do ciclo, os agricultores tentam aproveitar qualquer abertura de sol para colocar as máquinas no campo e avançar com o plantio de ve­­rão, que segue atrasado no estado. Os produtores entrevistados nas duas últimas semanas pela Expe­dição Safra da Rede Para­na­ense de Comunicação (RPC) afirmam que o atraso ainda não compromete o potencial produtivo da safra, mas dizem estar preocupados com o comportamento do clima.
As previsões mais recentes indicam que as chuvas devem continuar castigando o Paraná nos próximos meses e alguns modelos apontam para a possibilidade de veranico no final do ano, combinação que pode comprometer novamente os resultados da safra. Mas, por ora, a apreensão maior é mesmo com a umidade.
Fabio Becker, de Brasilândia do Sul, no Noroeste do estado, conta que mesmo com aberturas de sol entre uma pancada de chuva e outra, as máquinas permanecem nos galpões. Marcos Medola, sócio de Becker, diz que somente nos últimos 15 dias a região teve quatro ou cinco dias de chuvas pesadas. “Chegou a chover 140 milímetros numa noite só”, lembra.
Ainda que atrasado, o plantio da soja na propriedade de Becker está à frente do registrado na região. No Noroeste do Paraná, apenas 5% da área prevista para a oleaginosa foi implementada até agora. O normal para esta época do ano seria um índice em torno de 40%, relata o economista Ático Ferreira, técnico da Secretaria Es­­tadual da Agricultura e Abas­tecimento (Seab) em Umuarama.
A situação se repete por todo o estado. No Sudoeste, por exemplo, as lavouras de trigo estão prontas para serem colhidas, mas o solo encharcado dificulta a colheita da safra de inverno e, por conseqüência, atrasa o plantio de verão.
“Com toda essa chuva, de nada adianta ter duas ou três máquinas, pois elas ficam paradas no galpão. Já era para ter soja no campo, mas não consigo terminar de colher o trigo”, reclama o produtor Roberto Hasse, de Pato Branco. As lavouras de milho já foram implementadas nos 41 hectares destinados à cultura neste ano. No caso do cereal, a umidade é favorável o desenvolvimento das plantas.
Em Cascavel, no Oeste do Paraná, o produtor Darci Fracaro até tentou, mas mesmo com o sol não conseguiu retomar o plantio da soja, iniciado em meados de outubro. “Ainda tem muita umidade no solo. Não dá para entrar com a máquina”, diz o filho Jean Carlo Baggio Fracaro. Engenheiro agrônomo, Jean é o responsável por todo o planejamento da safra na propriedade dos Fracaro. Ele explica que a eclosão das plantas pode ser prejudicada se as sementes forem depositadas no solo excessivamente úmido e cair uma chuva logo em seguida. Além disso, colocar a máquina no campo nessas condições aumentaria a compactação o solo, o que, no longo prazo, pode comprometer a produtividade da safra.
Com o plantio de milho encerrado há mais de 15 dias, o produtor Klaus Ferder, de Guarapuava, nos Campos Gerais, espera uma pausa nas chuvas para começar a colheita do trigo e, em seguida, dar início ao plantio da soja. A safra de inverno, semeada com cerca de 20 dias de atraso por causa do excesso de umidade em julho, só deve começar a ser colhida na segunda quinzena de novembro na região.

Fonte: Gazeta do Povo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Governo amplia prazo a lavrador se adequar à lei

Uma das medidas anunciadas é cobrar obrigatoriedade da reserva legal, em vez de dezembro próximo, em junho de 2010.

O governo federal decidiu baixar um pacote para o setor rural. A ideia é preservar o agronegócio,
evitar que cerca de 3 milhões dos 4,3 milhões de propriedades pequenas e médias fiquem irregulares por questões ambientais e manter unida a base de sustentação no Congresso - composta, em parte, por ruralistas. O primeiro passo será adiar de 11 de dezembro para 11 de junho o início do prazo dado pelo decreto 6.686/2008 para que os proprietários rurais apresentem seus planos de cumprimento da legislação que determina a recomposição das áreas de preservação - 80% de reserva legal na Amazônia, 35% do Cerrado na Amazônia Legal e 20% no restante do País. Isso para os que já receberam notificações.
Os que ainda não foram notificados terão três anos para mostrar seus estudos de recomposição. Pelo decreto, os proprietários teriam de começar a cumprir as exigências ambientais em 11 de dezembro. Como poucos teriam condições de atender à legislação, tanto o Ministério da Agricultura quanto os ruralistas do Congresso começaram a pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a rever a data. Com as medidas, o governo acredita que resolverá as pendências legais de cerca de 95% (4,91 milhões) dos 5,17 milhões de propriedades rurais do País. Serão um decreto, a ser assinado pelo presidente na semana que vem, para adiar a entrada em vigor do que estabelece o prazo de 11 de dezembro, e uma medida provisória, para reformar parte do Código Florestal, de 1965, já mudado por uma MP. A iniciativa dará ao Brasil um trunfo para a reunião do clima, em Copenhague: preservação das florestas com desenvolvimento sustentável. Nos planos para a recomposição da reserva legal para as propriedades de áreas de até 150 hectares ou quatro módulos (400 hectares, na Amazônia) serão oferecidas pelo menos cinco alternativas para que o imóvel não fique ilegal. Poderão somar as áreas de proteção permanente (margem de rios, morros e encostas) à da reserva legal; optar pelo reflorestamento; comprar uma área em outro Estado, desde que na mesma bacia hidrográfica e mesmo bioma; comprar a cota de quem não desmatou ou desmatou menos; ou patrocinar áreas em parques estaduais ou federais.
Fonte: Jornal O Parana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Clima compromete 60% da área dedicada ao trigo no Paraná


Por causa da chuva, produtores já contabilizam os prejuízos.


O excesso de chuva registrado em setembro e outubro no Paraná causou prejuízos significativos nas lavouras de trigo. As condições meteorológicas foram adversas para a cultura em 2009 como
lembra o diretor técnico da Faep, Pedro Augusto Loyola. “Esta safra, além das dificuldades climáticas, enfrenta uma crise internacional de preço e de mercado, e a propagação de doenças”.
Neste ano, o excesso de chuva coincidiu com o período do espigamento e se estendeu durante a formação de grãos, considerada uma das fases mais críticas para a definição da produtividade, e interferiu no manejo para controle de doenças como o brusone”, explicou o representante da Faep.
Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná), em função do excesso de chuva, a safra deste ano deverá ser reduzida. “A safra será menor que a prevista e haverá impacto na qualidade e na produtividade.

E isso consequentemente vai acabar interferindo nos preços”, ressalta o diretor do Deral, Francisco Simioni. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realizou um levantamento que revela que dos 1,3 milhão de hectares com trigo no Paraná, pelo menos 780 mil hectares, o equivalente a 60% da área, poderão sofrer prejuízos de até 80% devido ao excesso de chuva.
Otmar Hübner, técnico do Deral, comenta que o maior problema foi mesmo o prolongamento da chuva. “Nas regiões onde o trigo é plantado antes, a situação ficou pior. As espigas que não apodreceram acabaram favorecendo a germinação de grãos”, diz ele, acrescentando que, mesmo
com rigor visto nas lavouras do Estado, como o escalonamento no plantio, o uso de variedades diversas e manejo adequado, o clima deste ano foi atípico e pegou a todos de surpresa.


Grande parte das perdas nas lavouras de trigo do Paraná foi causada por fungos que se desenvolvem com a umidade e causam doenças como brusone e giberela. Essas doenças afetam a formação das espigas e o enchimento dos grãos, provocando perdas quantitativas e de qualidade na produção. Conforme o analista da Embrapa Trigo, Paulo Ernani Peres Ferreira, em algumas lavouras, começam a aparecer sintomas de giberela, que estão comprometendo em 10% o potencial produtivo das áreas afetadas pelo excesso de umidade e chuvas no momento do florescimento da cultura. Para minimizar os danos com giberela, a pesquisadora da Embrapa Trigo, Maria Imaculada Pontes Moreira Lima, recomenda acompanhar diariamente as previsões climáticas: “A ocorrência de giberela depende de precipitações pluviais elevadas, ou seja, dias consecutivos de muita chuva”, explica.


Fonte: O Paraná.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O agronegócio, o produtor e o consumidor


O agronegócio brasileiro está indo além da condição de maior gerador de empregos, renda e excedentes para a exportação entre todos os segmentos produtivos do País. Graças aos ganhos em produção e produtividade, elevou-se em 24% o poder aquisitivo dos consumidores nacionais, entre os anos de 1994 e 2006, ampliando ainda mais seus benefícios sociais.
Em outras palavras, ao produzir mais e melhor, o agricultor tornou os alimentos mais baratos na comparação com a evolução da renda do trabalhador e desta forma mais acessíveis à população. É o que demonstra estudo do professor Geraldo Barros, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e coordenador científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP. A agropecuária, segundo ele, além dessa contribuição direta para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro, ainda ofereceu mais de 300 bilhões de dólares em superávits da balança comercial, que elevaram as reservas do País. Graças a esse desempenho do agronegócio, portanto, o País pôde avançar no pagamento da dívida externa nos últimos anos e passar da condição de devedor para a de credor do FMI.
Entre 1975 a 2006, os estudos do professor Geraldo Barros mostram que os preços agropecuários caíram em média 60% para o consumidor, na medida em que a produtividade dobrou, elevando os efeitos positivos do aumento real dos salários. Em compensação, no mesmo período, a lucratividade média do produtor rural brasileiro diminuiu 20%, punindo aquele que mais tem contribuído para o crescimento econômico e estabilidade social do País. Esse fenômeno, por sinal, tem explicação. Comparando dados do IBGE, de 1995 e 2006, o especialista mostra que a perda de renda, apesar do bom desempenho do setor primário, se deve à quase ausência do Estado no cumprimento de seu papel de apoio à agropecuária.
A análise de informações de regiões mais carentes ainda denuncia índices elevados de analfabetismo entre os agricultores, além da falta de orientação técnica e de acesso ao crédito rural. Mesmo assim, o período foi de expressiva expansão do setor, tanto na produção de alimentos, como de fibras e energia.
A produção cresceu e, ao mesmo tempo, ocorreu queda significativa nos preços ao consumidor, como também se avançou no mercado externo, apesar do protecionismo dos países desenvolvidos, que tem prejudicado a lucratividade do agronegócio brasileiro.
Em contrapartida, houve redução de quase 7% na área dos estabelecimentos rurais, o que demonstra que a agropecuária nacional não está devastando a Amazônia e nem derrubando florestas nas demais regiões do País.
É injusto, portanto, que na contramão da produção, produtividade, preservação ambiental e acesso dos consumidores aos alimentos, esteja a renda do agricultor caindo, pois isso pode comprometer o futuro do setor. Tanto que em 2006, um ano considerado bom para a agropecuária, a renda do homem do campo foi 2% menor do que em 2005 e 12% inferior a 2004.
Esse resultado, segundo o professor Geraldo Barros, refletiu a redução de 15% nos investimentos
em insumos e tecnologia no campo, em relação a 2004, com conseqüências diretas na produção e ganhos do produtor. Conforme os dados do IBGE, a produção de soja de 2006, de 40,7 milhões de toneladas, foi 17,3% inferior à de 2004, de 49,2 milhões de toneladas.

Fonte: Jornal O Paraná