Blogger com o Intuito de levar aos Brasileiros, o ramo do Agronegócio e do Meio Ambiente no Oeste do Paraná.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Clima adia colheita

Agricultores voltam ao trabalho logo que o sol permite, mas se obrigam a parar após aguaceiros. Colheitadeiras ainda são raridade nas lavouras do Oeste, as mais adiantadas do PR

Campo Mourão - As colheitadeiras deveriam estar varrendo as plantações de soja milho, mas permanecem nos galpões ou embaixo de lonas. O clima chuvoso alterou a rotina da colheita de verão e mantém os produtores em alerta, à espera de qualquer brecha para voltar ao trabalho. Esse foi o cenário encontrado pela Expedição Safra Gazeta do Povo nas regiões Oeste e Centro-Oeste do Paraná, que têm as lavouras mais adiantas do estado. Em muitos casos, o atraso chega a três semanas.
O produtor Ari Marcolin, de Catanduvas (Oeste), só deve iniciar a colheita no final deste mês. Apesar disso, prevê produtividade acima da registrada na temporada 2009/10, também por causa do clima. Como a previsão era de seca, plantou mais sementes por hectare. E com a chuva extra, quase todas germinaram. A produção de soja tende a passar de 3,3 mil para 3,6 mil quilos por hectare, relata.
A superpopulação de soja cresceu mais que o normal, conta Marcolin, com 220 hectares dedicados à cultura na propriedade. “A lavoura acamou um pouco e podemos ter perdas. Vamos ver em que proporção na colheita.” Com lavoura de milho para 10 mil quilos por hectare – produtividade 40% acima da média estadual – ele torce para que o rendimento de 2010/11 se confirme. Os 130 hectares plantados com o cereal também esperam mais sol.
A colheita começou em áreas marginais e, na última semana, teve de ser interrompida, conta o agrônomo Rudimar Soares, que atende um grupo de produtores que planta 3,8 mil hectares no Oeste do estado, tudo com soja. Eles atuam em conjunto desde 1999 pelo Cooatol, um sistema de condomínio.
Houve frio imprevisto e isso atrasou o desenvolvimento da cultura, explica o agrônomo. As áreas que já estão prontas não podem ser colhidas porque vêm sendo molhadas por aguaceiros diários, relata o produtor Leandro Leonardi, integrante do Cooatol. Se esse quadro persistir, a produtividade pode cair de 3,9 mil quilos (2009/10) para 3,5 mil quilos por falta de luz e excesso de umidade, estima Soares. A pressa não está só relacionada à colheita, mas também ao plantio do milho de 2ª safra, que deve cobrir 2,7 mil hectares, área 12% maior que a de um ano atrás.
“O que preocupa é a frequência das chuvas”, afirma Gilberto Guarido, técnico da cooperativa Coamo, com sede em Campo Mourão (Centro-Oeste). Mesmo quando em volume pequeno, as precipitações não dão trégua. Isoladas ou não, acabam inviabilizando a colheita em de áreas extensas.
Num ano de La Niña, com previsão de seca para o Sul do país, as chuvas estão acima das registradas na temporada passada desde o início de 2011, mostra monitoramento da Embrapa Soja. Até dezembro, ficaram pouco abaixo das verificadas em 2010, ano de El Niño. “Em janeiro do ano passado, tivemos 216 milímetros. Neste ano, chegamos a 233 milímetros no mesmo período. E fevereiro promete ser assim também”, afirma Adeney Bueno, pesquisador da Embrapa. A medição foi feita na sede da instituição, em Londrina (Norte do estado).

Fonte: Gazeta do Povo, 15/02/2011.

Retomada das Postagens

Por um periodo de tempo não postei mais nada no blog em função de tempo, mais agora vou começar a divulgar novas matérias e reportagens, quem quiser mandar matérias para publicação favor enviar no email: rodrigo_sonda_lima@hotmail.com.

Entraves à reserva legal e à produção

Embate sobre áreas de preservação das propriedades rurais se prolonga e ameaça afetar a produção agrícola. Reforma no Código Florestal deve ter nova proposta.

Dois em cada dez agricultores que dependem de financiamento para produzir correm o risco de ter o acesso ao crédito agrícola cortado neste ano por não averbarem a reserva legal, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Adiado anualmente desde 2009, o prazo para averbação vence em 11 de junho, mas boa parte dos produtores não pretende cumprir essa exigência, à espera de uma reforma no Código Florestal a partir de março. A legislação veda o financiamento com recursos públicos a áreas irregulares. No Paraná, dois terços dos proprietários não fizeram averbação.
O embate sobre a reserva florestal legal, que opõe ambientalistas e produtores continuamente desde a década de 90, passa a afetar a produção depois de um ano de discussões mas sem mudanças práticas. No campo, a regularização também está travada e custa caro.
Quem corre para cumprir o prazo da averbação, acreditando que não haverá redução no porcentual da terra a ser destinado à reserva legal (20% no Sul e na maior parte do país), esbarra na falta de profissionais qualificados e nos reajustes do preço da medição. No Sul do Paraná, por exemplo, preparar os dados para averbar a reserva custa duas sacas de soja por hectare (perto de R$ 100), reclama o presidente do Sindicato Rural da Lapa, Eliseu Weinhardt. “Isso sem contar as taxas, que dependem do tamanho da propriedade.”
O Banco do Brasil, principal operador do crédito rural, anunciou que, a partir de 12 de junho, não concederá mais financiamentos a agricultores que não tiverem averbado a reserva legal. A medida já vem sendo tomada por outros bancos no Nordeste, no financiamento a áreas do Cerrado.
A CNA, que brigou pelas prorrogações no prazo para averbação concedidas nos últimos anos, pede pressa ao governo na apresentação de sua proposta para reforma do Código Florestal. A expectativa é que a votação no Congresso comece em março. “Apenas o anúncio de uma redução da área de plantio já gera inflação”, alertou em entrevista coletiva a presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
A proposta do governo depende de acordo entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e vai disputar aprovação de deputados federais e senadores com aquela apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ano passado. O texto assinado por Rebelo foi atacado por legalizar áreas de agricultura consolidada em encostas, várzeas e topos de morro, bem como por permitir a averbação de florestas próximas aos rios, que são de preservação permanente, como reserva legal. A CNA espera que a proposta do Executivo mantenha essas medidas.

Fonte: Caminhos do Campo - 14/02/2011

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Oeste dá a largada na colheita de soja no PR


Produtores aproveitam fim de semana ensolarado para inciar trabalhos de campo. Em área recorde, estado tem potencial para colher a sua maior safra de soja da história. Produção pode ultrapassar 13 milhões de toneladas
Foi dada a largada para a colheita da soja no Paraná. O ponta-pé inicial da safra de verão foi na última sexta-feira na Região Oeste do estado. O fim de semana ensolarado depois de vários dias de chuva permitiu que o agricultor Luiz Mengarda, de Pato Bragado, tirasse suas máquinas do galpão. Os trabalhos evoluem rápido. Em um verão chuvoso de El Niño como este não há tempo a perder. É preciso aproveitar qualquer abertura de sol. A colheitadeira que retira a soja do campo é seguida por uma plantadeira, que joga as sementes do milho que será colhido na metade do ano, conta Cévio, filho de Luiz.
A pressa é para semear a safrinha, mas também para evitar prejuízos na soja. O verão quente e úmido deixou as plantas mais suscetíveis ao ataque de fungos e pode comprometer a qualidade dos grãos colhidos. Na propriedade dos Mengarda, o problema foi a macrofomina, ou podridão cinzenta da raiz. “É uma doença que ataca a raiz das plantas e que não tem como controlar”, explica Cévio. Dependendo da severidade da infestação, pode causar maturação desuniforme da lavoura e até morte prematura das plantas. “Por isso apressamos a colheita. Por causa da macrofomina o ciclo foi antecipado em cerca de 10 dias. A soja que estamos colhendo agora foi plantada no início de outubro.”
Mesmo antecipando a colheita, Cévio relata que nos primeiros talões colhidos, que foram afetados pela doença, haverá redução de 20% a 30% na produtividade da lavoura. “Era soja com potencial para 3,5 mil quilos por hectare. Mas está rendendo apenas 2,5 mil quilos nas primeiras colheitas”, lamenta. Luiz e Cévio Mengarda cultivaram neste verão 484 mil hectares de soja e esperam fechar a temporada com rendimento médio de 3,1 mil quilos por hectare. No ano passado, a produção foi prejudicada pela seca e a produtividade média caiu a 1,2 mil quilos por hectare.
Em todo o Paraná foram cultivados neste ano 4,4 milhões de hectares com soja. O potencial é para recordes 13,1 milhões de toneladas, conforme apurou a Expedição Safra RPC em novembro. As chuvas do final do ano passado permitiram aos produtores antecipar o plantio de verão. A colheita, contudo, começa dentro do prazo normal. Geralmente, os trabalhos de campo da soja, que abrem a temporada de verão, têm início na segunda quinzena de janeiro no estado. A área colhida até agora ainda é pequena e não aparece nas estatísticas oficiais. Em algumas regiões do estado, ainda é preciso esperar por uma pausa nas chuvas para colocar o maquinário no campo.
Produtores temem que o excesso de umidade prejudique o rendimento e a qualidade da safra. “Por enquanto, a grande preocupação é com o feijão, pois a colheita já está em andamento. Mas se continuar chovendo assim daqui para frente o milho e a soja também podem começar a ter problemas”, considera Margorete Demarchi, agrônoma do Deral.
“A chuva já está atrapalhando a safra, principalmente a de milho. Quem plantou mais cedo está tendo problemas. As plantas precisam de sol”, relata Nelson Me­­negatti, presidente do Sindicato Rural de Cascavel (Oeste). Em 45 dias (de 01 de dezembro a 14 de janeiro), a região recebeu cerca de 300 mm de chuva. Os mapas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) mostram volumes ainda maiores para o extremo Norte do estado, onde as precipitações chegaram a 600 mm no perídodo, 70% a mais que a média. Em anos normais, as chuvas acumulam em média 350 mm entre dezembro e janeiro no Paraná (período de 60 dias).
As previsões para o verão indicam que o clima deve continuar preocupando os agricutores nas próximas semanas. “Ao menos até fevereiro, as precipitações tendem a se manter acima da média no estado.As chuvas serão frequentes, sem períodos mais longos de estiagem”, diz Jonathan Cologna, do Somar Meteorologia. Segundo ele, o El Niño, fenômeno climático que intensifica as chuvas de verão no Sul do país, irá continuar ativo durante todo o primeiro semestre de 2010.


Fonte: Caminhos do Paraná

Show Rural Coopavel 2010 - Cascavel/PR

Brasil está entre os piores em poluição por ozônio

O Brasil está praticamente em último lugar em um ranking elaborado pelas universidade americanas Yale e Columbia em relação à poluição causada pelo ozônio - quanto mais próximo da 1ª posição, menos vezes o país ultrapassou o padrão de qualidade do ar para o poluente.
Atualmente, o ozônio é o poluente que mais preocupa quando o assunto é tratado no Brasil. E o Índice de Desempenho Ambiental 2010 indica que a apreensão tem fundamento. No ranking de 163 países, o Brasil está em 160º lugar - só ganha do Congo, Bolívia e Angola. É a pior posição do País em um total de 25 indicadores.
O Brasil também não se saiu bem no quesito cobertura florestal - ficou na 113ª posição - e em emissões per capita de gases de efeito estufa (143º lugar). A matriz energética limpa, baseada principalmente em hidrelétricas, ajudou o País a obter o 15º lugar "em intensidade de carbono" na área de energia.
Na classificação geral, o Brasil alcançou o 62º lugar, com 63,4 pontos, em um máximo de 100. Na versão anterior, de 2008, o País ficou em uma posição melhor - 35º lugar, com 82,7 pontos, entre 149 países.
Os primeiros colocados no ranking de 2010 são Islândia, Suíça, Costa Rica e Suécia. Eles conseguiram boas notas tanto no controle da poluição quanto na gestão de recursos naturais. Serra Leoa foi o pior colocado.
Muitos dados são de 2007 e 2008 e saíram de instituições como Banco Mundial e Nações Unidas. Alguns dados, porém, são de relatórios nacionais e não tiveram verificação externa. Os pesquisadores avaliam que os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) têm grandes populações e enfrentam problemas como poluição e má gestão. Por isso, precisam elevar investimentos ambientais, ter instituições mais eficientes e garantir a aplicação das leis.
Fonte: Gazeta do Povo

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Brasil com carga total


Sondagem aponta plantio recorde de soja no país, com potencial para 64,64 milhões de toneladas. Milho perde área, mas ganha produtividade. Desempenho está nas mãos do clima.


As apostas foram definidas, e agora a produção só depende do clima. A agricultura brasileira remanejou espaços e tem potencial para superar recordes de 2007/08. Ao final da primeira etapa do levantamento de campo, a Expedição Safra RPC estima que a soja cobre 22,84 milhões de hectares, área 5% maior que a do ciclo passado e sem precendentes no país. O potencial é para 64,64 milhões de toneladas, o maior volume já alcançado nesta cultura.
O milho de verão cobre 8,16 milhões de hectares, área 5% menor que a de um ano atrás, mas pode render 32,96 milhões de toneladas. Considerando uma provável produção de 19,63 milhões de toneladas na 2ª safra, o país pode chegar a 52,59 milhões de toneladas de milho, o segundo maior resultado da história, superado apenas em 2007/08.

As duas culturas, que representam 80% da produção nacional de grãos, devem chegar a 36 milhões de hectares e a 117,22 milhões de toneladas, prevê a Expedição. Durante a sondagem do plantio, técnicos e jornalistas percorreram 21,4 mil quilômetros em 12 estados, do Rio Grande do Sul ao Maranhão, nova fronteira agrícola do país.
As previsões são de produtividade 6,9% melhor na soja e 11,7% melhor no milho, índices que se sustentam não só na ex­­pectativa de um clima me­­lhor, mas também na redução dos custos de produção, principalmente dos fertilizantes, que está permitindo maior investimento em tecnologia. Com área e produtividade maior, a produção da soja tende a crescer 12,3% nesta sa­­fra, na comparação com os nú­­meros da Companhia Nacional de Abas­tecimento (Conab) do ano passado. O milho terá produção 1,88% menor. O incremento de 11,7% na produtividade será quase suficiente para compensar a redução de 12,1% na área de cultivo.
Se o clima colaborar e o de­­sempenho da produção brasileira confirmar as tendências apontadas pela Expedição Safra, o país pode retomar o crescimento in­­terrompido no ciclo anterior e perseguir a meta de 145 milhões de toneladas de grãos. Com um volume total estimado acima de 117 milhões de toneladas, soja e milho darão contribuição decisiva nesse sentido. As maiores safras de soja e milho do Brasil foram de 60 e 58 milhões de toneladas, respectivamente, na temporada 2007/08, quando a safra nacional de grãos apurada pela Conab superou as 144 milhões de toneladas. No ciclo passado, por conta da estiagem que prejudicou a Região Sul, houve um recuo para 135 milhões de toneladas.


Fonte: Caminho do Campo

PR e MT dão sustentação aos índices

Além de cultivarem mais da metade da área plantada no verão em suas regiões, Paraná e Mato Grosso determinam a tendência desta safra pela disposição dos produtores em manter ou ampliar as lavouras e pelo investimento em tecnologia. Os dois estados ampliam seu potencial produtivo, conferiu a Expedição Safra RPC. Juntos, plantam 45,7% da área nacional de soja.
A liderança na oleaginosa é de Mato Grosso, com 26% da área e 29% do potencial da próxima colheita – 18,7 milhões de toneladas. O Paraná, além de 18,8% da área de soja, tem boa participação no milho, 14,2%. Se forem considerados esses dois grãos, as lavouras paranaenses são líderes, com 20,5% da produção brasileira, ante 19,8% das matogrossenses. Depois das perdas de 5,2 milhões de toneladas no verão passado, essa liderança é indicativo de superação, e também de retomada.
Fonte: RPC

Cooperativas repetem receita de R$ 25 bilhões


No Paraná, setor alcança em 2009 faturamento que se equipara ao recorde de 2008. Para o ano que vem, previsão é de 10% de crescimento.


Apesar da redução na demanda mundial e da quebra na produção de grãos, as cooperativas do Paraná vão fechar 2009 com faturamento de R$ 25 bilhões, mesmo valor do ano passado, revelou ontem o presidente da organização que representa o setor no estado, a Ocepar, João Paulo Koslovski. O faturamento de 2008 foi recorde – 37% maior que o de 2007. As lideranças do agronegócio e cerca de 2 mil associados comemoram os resultados do ano hoje, em Curitiba, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses.“Foi um ano difícil. Tivemos perda no poder de compra em mercados como Estados Unidos, União Européia, Japão, o que resultou em queda nas exportações. Mas ainda assim as cooperativas conseguiram resultado positivo”, disse Koslovski. Os R$ 25 bilhões são uma projeção que considera o período de janeiro a dezembro. Dados de exportação e geração de impostos devem ser apresentados hoje aos cooperativistas.
O Paraná tem 250 cooperativas, que abrangem 500 mil cooperados e sustentam cerca de 1 milhão de postos de trabalho. As cooperativas agropecuárias – um terço do total – são responsáveis por 90% do faturamento de R$ 25 bilhões, o que faz com que o balanço seja um retrato da situação do agronegócio, apesar do crescimento das cooperativas de crédito e saúde. Produtores ligados às cooperativas cultivam 72% da soja e 46% do milho do Paraná. A renda dessas empresas tem forte impacto na economia. O Valor Bruto da Produção do agronegócio paranaense como um todo em 2008 foi de R$ 41 bilhões e o Produto Interno Bruto do setor em âmbito nacional, de R$ 760 bilhões.
O mercado interno impediu que a renda das cooperativas recuassem, disse Koslovski. “Tivemos queda muito grande nos preços dos produtos (grãos, carnes, derivados). Não bastasse isso, o Paraná perdeu 9 milhões de toneladas de grãos (soja, milho, trigo e feijão).” As dificuldades de acesso ao crédito também limitaram o desempenho do setor, acrescentou.
Em 2010, as cooperativas pretendem voltar a crescer. O presidente da Ocepar aposta em 10% de aumento, numa perspectiva de que a moeda nacional se mantenha ou perca valor diante do dólar. Ele confia numa produção de grãos próxima dos recordes de 2007/08, com maior participação da soja. Numa avaliação do quadro interno, a previsão é que as cooperativas de saúde ultrapassem às de crédito, hoje em segundo lugar. “As cooperativas de saúde estão bem estruturadas e a população está acreditando nelas. Já são 1,25 milhão de associados”, frisou.
Além de balanços e projeções, o encontro de cooperativistas terá premiações e cobranças. Os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Planejamento, Paulo Bernardo, vão receber o troféu Cooperativas Orgulho do Paraná, como reconhecimento pelo apoio ao cooperativismo. Na presença de líderes do Executivo e do Legislativo, as lideranças cooperativistas vão pedir prorrogação do prazo que exige averbação de 20% das áreas agrícolas como reserva legal até 11 de dezembro e a revisão desse porcentual. Querem também reforma na legislação do cooperativismo em vigor desde 1971.


Fonte: Gazeta do Povo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Alterações em relaxar - Meio Ambiente


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu ontem que possíveis alterações no Código Florestal não contarão com relaxamento das normas ambientais. “Não vai haver um ‘liberar geral’ de forma alguma”, afirmou. “Se houvesse algum relaxamento seria uma contradição do Brasil, que acabou de anunciar suas metas para Copenhague”, acrescentou, referindo-se às metas nacionais de reduzir de 36% a 39% a emissão de gases de efeito estufa, que serão apresentadas na conferência internacional sobre mudanças climáticas, que ocorrerá no próximo mês na Dinamarca.
Meio Ambiente e Agricultura estão de lados opostos em relação ao Código Florestal. Um decreto presidencial determina que, a partir de 11 de dezembro, os produtores rurais que estiverem em desacordo com o Código passarão a ser punidos. “Certamente esse prazo será prorrogado. Para quando, não sabemos ainda”, considerou Minc.
De acordo com o ministro, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva arbitrar sobre os pontos em que não há consenso entre as duas Pastas e a Casa Civil, segundo ele, está encarregada de elaborar os documentos com o tema. “Não há consenso. O que existe são pontos em comum e que não estão em comum”, disse. Minc explicou que já tranquilizou os ambientalistas em relação a três “pesadelos”, que, segundo ele, não serão retirados da lei. O primeiro diz respeito à anistia para desmatadores; o segundo tem relação com o fim da reserva legal; e o terceiro é sobre a regionalização das normas, a exemplo do que já fez o Estado de Santa Catarina, que criou uma legislação própria para as questões ambientais.
Fonte: Jornal O Paraná.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

6º Encontro Cultivando Água Boa


Da esperança à preocupação


Entre uma chuva e outra, Paraná tenta tirar o atraso, mas precipitação contínua trava o plantio de verão no estado.

O verão úmido que antes inspirava esperança e projeções de safra cheia virou motivo de preocupação no Paraná. Sob chuvas quase ininterruptas desde o início do ciclo, os agricultores tentam aproveitar qualquer abertura de sol para colocar as máquinas no campo e avançar com o plantio de ve­­rão, que segue atrasado no estado. Os produtores entrevistados nas duas últimas semanas pela Expe­dição Safra da Rede Para­na­ense de Comunicação (RPC) afirmam que o atraso ainda não compromete o potencial produtivo da safra, mas dizem estar preocupados com o comportamento do clima.
As previsões mais recentes indicam que as chuvas devem continuar castigando o Paraná nos próximos meses e alguns modelos apontam para a possibilidade de veranico no final do ano, combinação que pode comprometer novamente os resultados da safra. Mas, por ora, a apreensão maior é mesmo com a umidade.
Fabio Becker, de Brasilândia do Sul, no Noroeste do estado, conta que mesmo com aberturas de sol entre uma pancada de chuva e outra, as máquinas permanecem nos galpões. Marcos Medola, sócio de Becker, diz que somente nos últimos 15 dias a região teve quatro ou cinco dias de chuvas pesadas. “Chegou a chover 140 milímetros numa noite só”, lembra.
Ainda que atrasado, o plantio da soja na propriedade de Becker está à frente do registrado na região. No Noroeste do Paraná, apenas 5% da área prevista para a oleaginosa foi implementada até agora. O normal para esta época do ano seria um índice em torno de 40%, relata o economista Ático Ferreira, técnico da Secretaria Es­­tadual da Agricultura e Abas­tecimento (Seab) em Umuarama.
A situação se repete por todo o estado. No Sudoeste, por exemplo, as lavouras de trigo estão prontas para serem colhidas, mas o solo encharcado dificulta a colheita da safra de inverno e, por conseqüência, atrasa o plantio de verão.
“Com toda essa chuva, de nada adianta ter duas ou três máquinas, pois elas ficam paradas no galpão. Já era para ter soja no campo, mas não consigo terminar de colher o trigo”, reclama o produtor Roberto Hasse, de Pato Branco. As lavouras de milho já foram implementadas nos 41 hectares destinados à cultura neste ano. No caso do cereal, a umidade é favorável o desenvolvimento das plantas.
Em Cascavel, no Oeste do Paraná, o produtor Darci Fracaro até tentou, mas mesmo com o sol não conseguiu retomar o plantio da soja, iniciado em meados de outubro. “Ainda tem muita umidade no solo. Não dá para entrar com a máquina”, diz o filho Jean Carlo Baggio Fracaro. Engenheiro agrônomo, Jean é o responsável por todo o planejamento da safra na propriedade dos Fracaro. Ele explica que a eclosão das plantas pode ser prejudicada se as sementes forem depositadas no solo excessivamente úmido e cair uma chuva logo em seguida. Além disso, colocar a máquina no campo nessas condições aumentaria a compactação o solo, o que, no longo prazo, pode comprometer a produtividade da safra.
Com o plantio de milho encerrado há mais de 15 dias, o produtor Klaus Ferder, de Guarapuava, nos Campos Gerais, espera uma pausa nas chuvas para começar a colheita do trigo e, em seguida, dar início ao plantio da soja. A safra de inverno, semeada com cerca de 20 dias de atraso por causa do excesso de umidade em julho, só deve começar a ser colhida na segunda quinzena de novembro na região.

Fonte: Gazeta do Povo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Governo amplia prazo a lavrador se adequar à lei

Uma das medidas anunciadas é cobrar obrigatoriedade da reserva legal, em vez de dezembro próximo, em junho de 2010.

O governo federal decidiu baixar um pacote para o setor rural. A ideia é preservar o agronegócio,
evitar que cerca de 3 milhões dos 4,3 milhões de propriedades pequenas e médias fiquem irregulares por questões ambientais e manter unida a base de sustentação no Congresso - composta, em parte, por ruralistas. O primeiro passo será adiar de 11 de dezembro para 11 de junho o início do prazo dado pelo decreto 6.686/2008 para que os proprietários rurais apresentem seus planos de cumprimento da legislação que determina a recomposição das áreas de preservação - 80% de reserva legal na Amazônia, 35% do Cerrado na Amazônia Legal e 20% no restante do País. Isso para os que já receberam notificações.
Os que ainda não foram notificados terão três anos para mostrar seus estudos de recomposição. Pelo decreto, os proprietários teriam de começar a cumprir as exigências ambientais em 11 de dezembro. Como poucos teriam condições de atender à legislação, tanto o Ministério da Agricultura quanto os ruralistas do Congresso começaram a pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a rever a data. Com as medidas, o governo acredita que resolverá as pendências legais de cerca de 95% (4,91 milhões) dos 5,17 milhões de propriedades rurais do País. Serão um decreto, a ser assinado pelo presidente na semana que vem, para adiar a entrada em vigor do que estabelece o prazo de 11 de dezembro, e uma medida provisória, para reformar parte do Código Florestal, de 1965, já mudado por uma MP. A iniciativa dará ao Brasil um trunfo para a reunião do clima, em Copenhague: preservação das florestas com desenvolvimento sustentável. Nos planos para a recomposição da reserva legal para as propriedades de áreas de até 150 hectares ou quatro módulos (400 hectares, na Amazônia) serão oferecidas pelo menos cinco alternativas para que o imóvel não fique ilegal. Poderão somar as áreas de proteção permanente (margem de rios, morros e encostas) à da reserva legal; optar pelo reflorestamento; comprar uma área em outro Estado, desde que na mesma bacia hidrográfica e mesmo bioma; comprar a cota de quem não desmatou ou desmatou menos; ou patrocinar áreas em parques estaduais ou federais.
Fonte: Jornal O Parana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Clima compromete 60% da área dedicada ao trigo no Paraná


Por causa da chuva, produtores já contabilizam os prejuízos.


O excesso de chuva registrado em setembro e outubro no Paraná causou prejuízos significativos nas lavouras de trigo. As condições meteorológicas foram adversas para a cultura em 2009 como
lembra o diretor técnico da Faep, Pedro Augusto Loyola. “Esta safra, além das dificuldades climáticas, enfrenta uma crise internacional de preço e de mercado, e a propagação de doenças”.
Neste ano, o excesso de chuva coincidiu com o período do espigamento e se estendeu durante a formação de grãos, considerada uma das fases mais críticas para a definição da produtividade, e interferiu no manejo para controle de doenças como o brusone”, explicou o representante da Faep.
Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná), em função do excesso de chuva, a safra deste ano deverá ser reduzida. “A safra será menor que a prevista e haverá impacto na qualidade e na produtividade.

E isso consequentemente vai acabar interferindo nos preços”, ressalta o diretor do Deral, Francisco Simioni. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realizou um levantamento que revela que dos 1,3 milhão de hectares com trigo no Paraná, pelo menos 780 mil hectares, o equivalente a 60% da área, poderão sofrer prejuízos de até 80% devido ao excesso de chuva.
Otmar Hübner, técnico do Deral, comenta que o maior problema foi mesmo o prolongamento da chuva. “Nas regiões onde o trigo é plantado antes, a situação ficou pior. As espigas que não apodreceram acabaram favorecendo a germinação de grãos”, diz ele, acrescentando que, mesmo
com rigor visto nas lavouras do Estado, como o escalonamento no plantio, o uso de variedades diversas e manejo adequado, o clima deste ano foi atípico e pegou a todos de surpresa.


Grande parte das perdas nas lavouras de trigo do Paraná foi causada por fungos que se desenvolvem com a umidade e causam doenças como brusone e giberela. Essas doenças afetam a formação das espigas e o enchimento dos grãos, provocando perdas quantitativas e de qualidade na produção. Conforme o analista da Embrapa Trigo, Paulo Ernani Peres Ferreira, em algumas lavouras, começam a aparecer sintomas de giberela, que estão comprometendo em 10% o potencial produtivo das áreas afetadas pelo excesso de umidade e chuvas no momento do florescimento da cultura. Para minimizar os danos com giberela, a pesquisadora da Embrapa Trigo, Maria Imaculada Pontes Moreira Lima, recomenda acompanhar diariamente as previsões climáticas: “A ocorrência de giberela depende de precipitações pluviais elevadas, ou seja, dias consecutivos de muita chuva”, explica.


Fonte: O Paraná.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O agronegócio, o produtor e o consumidor


O agronegócio brasileiro está indo além da condição de maior gerador de empregos, renda e excedentes para a exportação entre todos os segmentos produtivos do País. Graças aos ganhos em produção e produtividade, elevou-se em 24% o poder aquisitivo dos consumidores nacionais, entre os anos de 1994 e 2006, ampliando ainda mais seus benefícios sociais.
Em outras palavras, ao produzir mais e melhor, o agricultor tornou os alimentos mais baratos na comparação com a evolução da renda do trabalhador e desta forma mais acessíveis à população. É o que demonstra estudo do professor Geraldo Barros, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e coordenador científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP. A agropecuária, segundo ele, além dessa contribuição direta para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro, ainda ofereceu mais de 300 bilhões de dólares em superávits da balança comercial, que elevaram as reservas do País. Graças a esse desempenho do agronegócio, portanto, o País pôde avançar no pagamento da dívida externa nos últimos anos e passar da condição de devedor para a de credor do FMI.
Entre 1975 a 2006, os estudos do professor Geraldo Barros mostram que os preços agropecuários caíram em média 60% para o consumidor, na medida em que a produtividade dobrou, elevando os efeitos positivos do aumento real dos salários. Em compensação, no mesmo período, a lucratividade média do produtor rural brasileiro diminuiu 20%, punindo aquele que mais tem contribuído para o crescimento econômico e estabilidade social do País. Esse fenômeno, por sinal, tem explicação. Comparando dados do IBGE, de 1995 e 2006, o especialista mostra que a perda de renda, apesar do bom desempenho do setor primário, se deve à quase ausência do Estado no cumprimento de seu papel de apoio à agropecuária.
A análise de informações de regiões mais carentes ainda denuncia índices elevados de analfabetismo entre os agricultores, além da falta de orientação técnica e de acesso ao crédito rural. Mesmo assim, o período foi de expressiva expansão do setor, tanto na produção de alimentos, como de fibras e energia.
A produção cresceu e, ao mesmo tempo, ocorreu queda significativa nos preços ao consumidor, como também se avançou no mercado externo, apesar do protecionismo dos países desenvolvidos, que tem prejudicado a lucratividade do agronegócio brasileiro.
Em contrapartida, houve redução de quase 7% na área dos estabelecimentos rurais, o que demonstra que a agropecuária nacional não está devastando a Amazônia e nem derrubando florestas nas demais regiões do País.
É injusto, portanto, que na contramão da produção, produtividade, preservação ambiental e acesso dos consumidores aos alimentos, esteja a renda do agricultor caindo, pois isso pode comprometer o futuro do setor. Tanto que em 2006, um ano considerado bom para a agropecuária, a renda do homem do campo foi 2% menor do que em 2005 e 12% inferior a 2004.
Esse resultado, segundo o professor Geraldo Barros, refletiu a redução de 15% nos investimentos
em insumos e tecnologia no campo, em relação a 2004, com conseqüências diretas na produção e ganhos do produtor. Conforme os dados do IBGE, a produção de soja de 2006, de 40,7 milhões de toneladas, foi 17,3% inferior à de 2004, de 49,2 milhões de toneladas.

Fonte: Jornal O Paraná

Relação estoque/consumo de açúcar é o menor em 20 anos


A relação entre estoques mundiais de açúcar e consumo é a mais baixa já registrada em cerca de 20 anos, de acordo com o presidente da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Peter Baron. Segundo ele, esta relação está em 31,79% na atual safra 2009/10 depois de ficar em 37,47% na anterior. "Desde a safra de 1989/90 que os estoques não ficam tão baixos em relação ao consumo", afirmou Baron durante a Conferência Internacional de Açúcar e Álcool, que é realizada em São Paulo.
Baron afirma que os principais países exportadores já consumiram a maior parte de seus estoques depois de dois anos de déficits consecutivos. A demanda nesses países é maior do que a oferta de 19 milhões de toneladas. Segundo ele, o déficit mundial de açúcar deve durar ainda por cerca de 18 meses. Na safra mundial 2009/10, o déficit atingirá 8,4 milhões de toneladas.
O executivo da OIA estima a produção mundial de açúcar em 2009/10 em 159,042 milhões de toneladas e o consumo em 167,44 milhões de toneladas. Para Baron, os estoques estão bastante apertados e qualquer redução imprevista, como os problemas climáticos no Brasil, podem tornar esse problema mais sério. "Este cenário justifica os atuais preços elevados", explica.
Baron disse também que a resposta dos produtores brasileiros aos preços elevados será mais lenta que o normal em virtude da crise financeira em que o setor se encontra. "Muitas usinas não estão aproveitando o período de alta de preços do açúcar porque estão pagando suas dívidas. Estes ganhos não se traduzirão em novos investimentos. A não ser as 15 usinas esperadas para entrar em operação em 2010/11, não existem novos projetos em andamento no Brasil", diz.
Ele acredita que a resposta da Índia, por exemplo, será mais rápida do que o Brasil, em relação aos preços elevados do açúcar Segundo o representante do Departamento de Alimentação e Distribuição Pública da Índia, Abinash Verma, depois de registrar uma safra de cerca de 17 milhões de toneladas em 2009/10, a produção deve subir para 26 milhões de t em 2010/11.

Fonte: Gazeta do Povo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Soja: um desafio saudável



Lançado em maio passado, o CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil) promove, com inscrições até dezembro, o “Desafio Máxima Produtividade para a safra 2009/2010”, que tem como principal objetivo criar um ambiente de difusão tecnológica para elevar a produtividade da sojicultura brasileira. O Desafio vai criar um intercambio nacional e regional para estimular produtores e técnicos a desafiarem seus conhecimentos e incentivar o desenvolvimento de práticas inovadoras de cultivo que, de maneira sustentável, resultem numa maior produtividade na mesma área plantada e maior rentabilidade para o produtor.
Claro que o sojicultor brasileiro é um produtor moderno e, por seus próprios meios, já atingiu um nível que se pode considerar muito bom. Isso está demonstrado pela participação da soja no agronegócio brasileiro e na balança de exportações. A proposta do CESB agora é aumentar a produtividade com rentabilidade, sem aumentar a área plantada.
Atualmente, a soja brasileira alcança, em média, produção de 2.661 kg por hectare, e o desafio lançado é passar dos 4.000 kg. Para isso, o Comitê propõe implantação de uma plataforma tecnológica que, uma vez criada, será acessada por todos os produtores. Novas técnicas de plantio serão conhecidas bem como capacitação e troca de experiências para permitir maior colheita, mais lucro para o produtor, mais divisas para o país. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Brasil deverá colher 62 milhões de toneladas de soja até o final do ano, um recorde da produção nacional.
Para participar do Desafio, os sojicultores e técnicos devem atender alguns pré-requisitos exigidos no regulamento do programa como, por exemplo, obedecer à legislação trabalhista e/ou os contratos coletivos de trabalho firmados pelos sindicatos da região em que atuam. As inscrições devem ser feitas no site http://www.desafiosoja.com.br/, onde se encontram as regras e demais informações do Desafio.
Visando o reconhecimento dos participantes, os organizadores pretendem oficializar o resultado em cerimônia oficial. Como premiação, o grupo de sojicultores e técnicos que alcançar os melhores resultados realizará uma viagem técnica aos Estados Unidos, onde os participantes visitarão produtores de alta produtividade e centros avançados de tecnologia, com intuito de promover troca de conhecimento, o que certamente retornará maior produtividade aos destaques.


Fonte: Comitê Estratégico Soja Brasil

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um prejuízo de R$ 3,3 bilhões


Principais culturas do país devem dar uma receita 4,5% menor do que a da safra 2008/2009. Queda de preços é benéfica para o controle da inflação, mas prejudica produtores.

Os produtores do Centro-Sul do Brasil começaram a plantar neste mês a próxima safra de grãos no pior dos mundos: há queda dos preços em dólar das commodities agrícolas no mercado internacional e a moeda americana atingiu na quinta-feira R$ 1,69, a menor cotação desde setembro do ano passado. Como os preços agrícolas no mercado doméstico são balizados pelas cotações internacionais em dólar, a perspectiva é de que a receita obtida com a produção de soja, milho, arroz, feijão, trigo e algodão caia quase 4,5%, em termos reais, no ano que vem, segundo estimativa da RC Consultores.
Para a safra 2009/2010, a consultoria projeta que a receita real obtida com esses grãos atinja R$ 80,2 bilhões. Isso significa que os agricultores vão deixar de embolsar R$ 3,3 bilhões em relação à última safra, sem contar a perda na rentabilidade. Os cálculos da consultoria foram feitos levando-se em conta uma safra 138,4 milhões de toneladas de grãos, ante a produção atual de 135,2 milhões de toneladas. Já a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Companhia Nacional de Abas­tecimento (Conab) preveem uma produção ainda maior para 2010, que pode chegar a 142 milhões de toneladas.
Se, de um lado, a maior oferta de grãos deprime ainda mais os preços e afasta o risco de inflação no País para 2010, ela pune os produtores. “Com esse cenário adverso, a agricultura vai continuar apanhando”, prevê o sócio da consultoria Fabio Silveira. Para a coordenadora de assuntos econômicos da CNA, Rosemeire dos Santos, “a única certeza do agricultor para a próxima safra é a baixa rentabilidade”.
A inversão nos preços dos grãos no mercado internacional, especialmente da soja, ocorreu em meados deste ano, ressalta Silveira. Nos últimos três meses, o índice de preços agrícolas no atacado calculado pela consultoria caiu 30% em reais. Essa queda reflete o recuo das commodities no mercado externo em razão da maior oferta de produtos, a saída de fundos especulativos do mercado de commodities, motivada pela perspectiva de baixa rentabilidade dos grãos, e a valorização do real ante o dólar.
A questão é que os produtores já tinham definido o que plantar e feito as compras de insumos quando o cenário virou. “Com­pramos o táxi e temos de colocar o carro para rodar”, compara o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira. Hoje, 8% da área do Estado já começou a ser semeada com soja. Na semana retrasada, Glauber foi a Brasília para chamar a atenção do governo sobre o provável desastre em 2010. Ele se reuniu com técnicos dos Ministérios da Fazenda e da Agricultura para pedir um aporte de adicional de R$ 1 bilhão no orçamento federal. O dinheiro seria destinado à comercialização da safra 2009/2010 do Estado.
Por estar distante do Porto de Paranaguá, o que eleva os custos de exportação, o presidente da Aprosoja-MT diz que a produção de soja do Estado é a mais afetada pelos preços baixos. Nas contas do agricultor, só por causa do recuo do dólar nas últimas semanas, o produtor terá um custo adicional de R$ 3 por saca para transportar uma saca de soja até porto. Além disso, Glauber destaca que, com a soja cotada a US$ 9 por bushel (27,2155 quilos) na Bolsa de Chi­cago, não é possível cobrir o custo de produção.
No primeiro semestre, o produto chegou a ser cotado na bolsa a US$ 13 por bushel. O preço de US$ 9 por bushel corresponde a R$ 22 por saca de 60 quilos. E o custo de produção da saca em Mato Grosso é de R$ 25. “O preço atual da soja mal cobre os custos de produção na nossa região”, afirma o presidente da Cooperativa Agroin­dustrial dos Produtores do Sudoeste Goiano (Comigo), Antonio Chavaglia. Para ele, a mudança de rota dos preços internacionais por causa da maior oferta de soja no mundo e a valorização do real provocam uma grande apreensão dos produtores. “Hoje ninguém tem segurança de que vai plantar e conseguir tirar os custos de produção com a receita da venda da safra.”
Na sua avaliação, o fator que mais afeta a rentabilidade do agronegócio é o dólar. Rosemeire, da CNA, ressalta que o real valorizado e o preço em dólar das commodities em queda são fatores ir­­reversíveis para a safra 2009/2010 de grãos. Silveira, da RC Con­sultores, projeta para 2010 queda de preços em dólar para soja (6%), milho (8%) e trigo (9%). O cenário mais favorável, diz ele, é para o algodão, que tem a perspectiva de uma alta de 6% para 2010 em razão da queda na produção e do aumento das compras da China.
No caso da soja, a China, que foi uma grande compradora no primeiro semestre, freou as importações, diz Silveira, e passou a pressionar para baixo os preços, diante da oferta abundante. Segundo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, os três principais produtores de soja (EUA, Brasil e Argentina) terão supersafras.

Fonte: Gazeta do Povo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Encontro debate experiências e desafios sobre o meio ambiente


Pela primeira vez Foz do Iguaçu recebe o Encontro Paranaense de Educação Ambiental, que tem este ano o tema “Educação, Cultura para a Paz e Sustentabilidade Local/Planetária”. A abertura aconteceu na quinta-feira e segue durante o dia de hoje, nas dependências do Parque Tecnológico de Itaipu - PTI. O evento pretende possibilitar que alunos, professores e gestores ambientais ampliem seus conhecimentos, contribuindo para uma prática educativa mais crítica, reflexiva e participativa, frente aos problemas sócio-ambientais vigentes. Para o Secretario Municipal de Meio Ambiente, Edson Mezomo, “é uma situação muito importante e de grande valia a participação dos alunos, educadores e da população para que se tenha conhecimento de outras áreas. Eles podem discutir sobre os projetos apresentados e vão ter mais informações para passar para os alunos, que estão muito interessados nesse assunto ainda mais quando se fala em plantas e recursos hídricos”.


Fonte: O Paraná.

Comercialização de milho e algodão transgênico é liberada pela CNTBio


As duas variedades são resistentes a insetos.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou ontem duas variedades de milho e uma de algodão transgênicos. A análise da liberação comercial de arroz geneticamente modificado, que foi alvo de protesto do Greenpeace, foi adiada e deve acontecer na próxima reunião do colegiado. As variedades de milho liberadas são resistentes a insetos. Já o algodão transgênico, além de resistente a insetos, é tolerante ao herbicida glifosato. A liberação de uma das variedades de milho e do algodão atende pedidos da multinacional Monsanto.
A comissão também aprovou uma vacina contra infecção intestinal de aves e 13 pedidos de pesquisa. A liberação comercial de arroz tolerante ao herbicida glufosinato de amônio ficou de fora da pauta. A CTNBio fez questionamentos à empresa responsável pelo pedido, mas as respostas não foram enviadas em tempo hábil para análise na reunião de hoje. O item deve voltar à pauta na próxima reunião, no dia 19 de novembro.

Fonte: Jornal O Paraná.